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Revista PlayBoy – 07.2014

Churrasco, bom chimarrão

A CARNE É FORTE

Açougues metidos a besta, texturas “marmorizadas”, bois criados a leite com pera… Tudo muito fru-fru, Playboy deu um basta nessa frescurada e fez o teste definitivo: O da grelha.

Por Sérgio Xavier Filho

Foram anos sofrendo bullying. Assim que descobrem que eu sou gaúcho, vem a primeira piada. “Sabe por que o gaúcho faz amor com três facas?” Não me lembro o desfecho, mas acho que você, leitor, já sabe. Há mais de duas décadas em São Paulo, pago o preço de ter um passaporte da República Farroupilha. Mas eu sabia que um dia a vingança viria. E esse dia caiu no mês passado. Conversando na reunião de pauta, decidimos fazer uma matéria testando a qualidade de alguns açougues de grife. Quem poderia fazer? Todos olharam para mim, o único gaúcho do recinto. É nóis, xiru!01

Meu Plano era fazer tudo sem frescuras. Nada de gourmets, pratos e talheres especiais. Convidei meus vizinhos, combinei com meus filhos adolescentes e famintos. A única condição para participar era o ponto das carnes. Quem quisesse algo bem passado que procurasse o McDonald’s mais próximo. Aqui é carne vermelha, meu filho, ao ponto, e ponto final. Não há outra forma de apreciar maciez e sabor. Para preparar o assado, nada de churrasqueira com coifa tecnológica. Apelei para a minha churrasqueirinha portátil da varanda, com a grelha bem próxima do carvão. É preciso ficar esperto para controlar o fogo e impedir que labaredas queimem a carne.

Tínhamos quatro casas de carnes em disputa: a Intermezzo, a Empório No Ponto, a Feed e a The Butcher. As duas últimas estão inaugurando novos endereços, todas estão em São Paulo e todas aceitam encomendas de outros estados.

O Conceito é trabalhar com carnes “marmorizadas”. Que diabo é isso? Cortes com gordura entremeada na carne, dando uma aparência de mármore. Não é algo fácil de conseguir. Requer desenvolvimento genético, animais preguiçosos e um abate rápido. Estamos falando de bois de um ano, no máximo dois.

Começo a servir pela “raquete” do Empório No Ponto. Parte do dianteiro, considerada menos nobre, não deveria ser uma carne macia. Coloquei na grelha em nacos de uns 9 centímetros. Dava quase para cortar com o garfo.

Partimos para o bife ancho da Intermezzo. Eu conhecia os caras, são eles que abastecem a grelha do Varanda, a melhor carne de São Paulo, segundo o GUIA QUATRO RODAS. Ele tinha a tal aparência de mármore. Dito e efeito. A turma achou um pouco mais gorduroso que o primeiro, a mas se dividiu. Metade achou que o bifão tinha assumido a liderança parcial 02do teste. Isso até a Feed entrar em campo. Outro “player” rodado, eles inauguraram uma nova casa na zona sul de São Paulo, mas há sete anos vêm desenvolvendo a raça sul-africana Bonsmara. E o bife ancho deles chegou crocante por fora e vermelhinho por dentro. Senti que meus avaliadores estavam confusos. Eu também. De novo, macio e delicioso, como os anteriores. E como o último ancho do The Butchers, que há anos vem levando
como melhor hambúrguer, da cidade, segundo a VEJA SÃO PAULO.

Aí me dei conta. O Teste fora um fracasso. Impossível ranquear os concorrentes, todos são excepcionais. A única certeza: vale mil vezes mais a pena encomendar qualquer uma dessas carnes (o ancho do Empório no Ponto, por exemplo, custa módicos R$63 o quilo) e convidar os amigos (de preferência, uns que comam menos que os meus). Você vai se divertir o dobro e pagar muito menos.

 

EMPÓRIO NO PONTO (11) 5052-2234

 

Materia_playboy_NoPonto_JULHO_2014